O padre precisava com urgência de dinheiro para as obras assistenciais da paróquia e resolve ligar para o advogado famoso da região, homem rico, porém muito pão-duro.
— Muito bem — responde o advogado, após ouvir o discurso do pároco — o senhor parece conhecer muito bem meu patrimônio e minha renda, mas com certeza desconhece outros detalhes da minha vida.
— O senhor sabe, por acaso, o valor do tratamento de minha filha excepcional? — pergunta o advogado.
— Hmmm, não, não sei... — responde o padre, constrangido.
— E o senhor sabe, por acaso que eu tenho também um filho cego e tetraplégico? — prossegue o advogado.
O padre não consegue nem falar, tamanho o constrangimento.
— E o senhor sabe também — continua o advogado, já muito irritado — que o marido da minha irmã morreu num acidente de trânsito deixando-a com três filhos e sem um tostão?
— Desculpe, realmente não sabia... — diz o padre, morrendo de vergonha.
— E o senhor acha que se eu não dou um tostão para eles, vou dar para suas obras?
